Acho que sou uma farsa.

domingo, 25 de outubro de 2009

Minha vida é uma mentira. Sempre foi e sempre será. Me fizeram acreditar que eu era fantástica, um gênio, o máximo da inteligência humana. Mas hoje, não passo de um robozinho, programado para fazer apenas o que for solicitado. Não tenho ousadia. Pior ainda, não tenho sequer criatividade para conduzir minha vida.

Essa incredulidade em relação a mim mesma sempre aconteceu. Vivo me criticando, mentalmente, pelos meus erros, que muitas vezes nem existem. Dessa vez eu tenho um bom motivo para reclamar da minha incompetência. Eu não tenho autonomia, e sei muito bem o por quê.

Semana passada, a turma recebeu as notas da prova de Sociologia. Na nossa turma, era até difícil achar quem tivesse uma nota baixa. Minha nota foi boa, mas me deixou frustrada. Não pelo fato de não ter acertado tudo (isso já saiu da minha lista de objetivos há muito tempo), mas pela única questão dissertativa que havia lá. Eu escrevi algumas coisas, pra que depois uma observação, em letra vermelha, dissesse: "Melhore seus argumentos!"

Eu, primeiramente, achei aquilo um absurdo. Achava que eu poderia ter feito muito melhor, como nas outras disciplinas, onde tenho desempenho melhor que razoável. Mas depois, mais calma, eu refleti um pouquinho. Nessas outras disciplinas, apenas me pediam pra que eu escrevesse bem e, no máximo, concordar com a opinião dos professores (a pergunta já é feita com uma resposta induzida). Isso era a opinião crítica, mas não uma opinião própria.

Há um tempo atrás, eu desejava ter algum novo desafio na vida, um inimigo, até. Minha vida era muito cômoda, e eu queria brigar pelas coisas que eu queria. Acho que esse meu desejo se concretizou. Eu não consigo deixar de gostar de sociologia, mas isso não é suficiente quando não há um mínimo de esforço meu para fazer as coisas de boa vontade.

Tudo o que eu disse é por uma questão sem importância. Mas ainda vai chegar a hora em que eu vou me prejudicar de verdade por achar que eu posso "dar um jeito" em tudo.

Festa com a família nova

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Faz praticamente um ano que eu tento escrever aqui sobre uma partezinha especial da minha vida. Há um ano, eu tenho uma irmãzinha, filha do meu pai.

Como aniversário de 1 ano, meu pai e a esposa dele decidiram fazer uma festa, na cidade onde a família dela mora. Eu e meu irmão tínhamos que ir também. Afinal, também somos parte da família dele, não necessariamente da família dela.

Na sexta-feira, depois de ter arrumado o cabelo, e de ver as minhas cutículas sendo recortadas pela manicure, seguimos viagem durante a noite. Quando meu pai chegou, a primeira novidade era o carro novo dele, muito bonito, aliás. Eu fiquei no banco do passageiro, e me impressionava em ver como o parabrisas estava límpido, e que o carro não tinha andado mais que 70 quilômetros. Mas depois eu fui pensar nos gastos que meu pai teria com o tal carro. Ele vivia dizendo que não tinha dinheiro para me pagar um curso de idiomas, mas gasta quase 1000 reais em cada prestação. Isso me deixou com a pulga atrás da orelha, mas não tem importância.

Quando chegamos na casa dos pais da minha madrasta, já era 1 da manhã. A casa deles é simples, mas tem 4 quartos, 2 banheiros, sala de TV e portão automático. Enquanto a gente saía do carro, vi meu pai conversar com o seu sogro, que já estava falando em comprar um carro igual ao do genro, não se importando com os "quase R$ 1000" por parcela. Isso definitivamente não faz parte da minha realidade. Quando meu avô materno estava vivo, ele dirigia, todo feliz, um Del Rey, acredito que da década de 70 ou 80. O carro era velho, mas atendia perfeitamente às necessidades dele.

Fomos dormir, então. No dia seguinte que a sogra do meu pai foi descobrir que eu tinha dormido na casa dela. Eu quase não falei por lá, por isso ela nem me notou (mas eu a cumprimentei, bem na frente dela). O nosso cronograma era arrumar as coisas para a festa. Então, me mandaram para uma casa na cidade vizinha. Lá moravam os tios da minha irmãzinha. Eu ajudei a arrumar sacolinhas de presentes e arrumar docinhos. Também fui pegar jabuticaba na casa da filha deles. Andando pela cidade, e "comprando coisas", vi que ainda existem lugares onde todo mundo conhece todo mundo, e ainda se vende fiado um monte de coisas. Bonitinho, mas eu, como "a menina lá de Brasília" não confiaria tanto.

Depois, me encarregaram de ajudar na arrumação do salão de festas. Me senti útil naquele lugar. Não terminei de fazer tudo, mas tinha gente que o fizesse. Fui me arrumar pra festa, e fiquei pensando na roupa que eu deveria usar. Escolhi um vestido (estava incrivelmente quente aquele dia), me maquiei como podia (meu corretivo facial estava nas últimas), e fomos para o nosso evento.

Não fiz muita coisa durante a festa. Sentei-me na mesa, e vi as crianças correndo, o DVD da Xuxa que estava passando no telão, e a dona da casa onde tinha jabuticaba sempre me dizer: "Isadora, você tá muito sozinha!". Lógico que eu estava sozinha. Eu não ia pular na cama elástica de vestido. Eu não iria pra outra mesa falar das palhaçadas que meu pai fazia quando morava comigo. Eu não iria interagir com as pessoas da minha idade que estavam ali. Eu não conhecia aquela gente, o que eu iria fazer?

Nas poucas tentativas de integração, meu pai me chamou a uma mesa, onde estava um outro homem, da família. Ele não acreditava que eu e meu irmão existíamos, achava que era desculpa do meu pai pra fugir dos convites que ele fazia. Também não acreditava que meu pai tinha nos criado muito bem, e que era atencioso, dentro do possível. De qualquer forma, algo não me agradava naquele cético homem. Talvez o linguajar dele -me pareceu agressivo-, ou como ele tentava se aproximar da gente.

A festa terminou, e foi muito boa. Na hora da despedida, uma mulher veio me cumprimentar. Entre um beijinho e outro, ela me disse: "Achei você bonita, mas te achei muito tímida". Não sabia se agradecia o elogio ou me revoltava com a crítica. Resolvi me acalmar, e aceitar que a minha produção, pelo menos, tinha dado resultado.

No geral, eu gostei da viagem. Espero que ocorram mais vezes. E que percebam que eu não puxo assunto com ninguém, senão me torno inconveniente.

Ainda deve-se acreditar na humanidade?

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Não sei se isso acontece em todos os colégios do ensino médio, mas as minhas aulas de sociologia só começaram no segundo semestre desse ano. Antes disso, a gente achava que era só mais uma matéria chata, que ocupava espaço no caderno. E talvez seja. Mas isso não vem ao caso.

Minha professora de sociologia merece um espaço nesse texto para a sua descrição. É uma mulher de baixa estatura, de cabelos escuros com a raiz ondulada e as pontas retas, como se tivesse esquecido de renovar o alisamento do cabelo após o crescimento das raízes. À primeira vista, ela nos pareceu estranha. Não só pela aparência, mas também por ser vegetariana e militante do PT.

Aliás, não sei se posso concluir isso, mas toda escola que eu estudei tinha um militante do PT (Assumido. Os outros só davam indiretas). Não que eu ache isso ruim, mas eu sinto que, nas aulas, os professores, em geral, ensinam a gente a ter medo dos governantes do PSDB. Mas, pior que isso, são os adolescentes malditos, de voz anasalada, que ainda insistem em dizer "é por isso que o Brasil não vai pra frente" quando veem qualquer asneira feita por aí. Eles (e a grande maioria da sociedade, convenhamos) criticam os políticos até a morte, mas quando tomam conhecimento das coisas erradas que nossos representantes fazem, não levantam um dedo pra ir se defender.

Enfim, voltando a falar da minha querida professora petista, ela quer que nós tenhamos uma ideologia. Qualquer uma. Por mais que esta seja a mais revoltante das ideologias, mas qualquer coisa serve para fazer o aluno deixar de ser um inerte, que diz "tanto faz" pra qualquer coisa. Tanto que, pra quem conseguisse impressioná-la, ela prometeu dar nota 10 para o boletim do "prodígio". Não é difícil fazer isso. Se eu quisesse, eu poderia. Mas, como na minha vida, nada funciona com arrogância, quem sabe nas provas ela goste de alguma bobagem que eu fale.

Tem um menino na minha sala, que deve ser o melhor aluno que aquela professora já teve na vida. É uma boa pessoa, se informa bastante, participa das aulas. Eu consigo vê-lo como militante político um dia. Vai virar socialista, se não comunista. Mas, por algum motivo, eu não consigo gostar dele. Ele se acha engraçado (mas não é), e os meus objetivos políticos não são iguais aos dele. Ele parece ser um indivíduo que "acredita na humanidade", igualzinho à professora.

Acreditar na humanidade... Que idiotice. Nada contra se você acredita, mas eu não consigo confiar em quase ninguém. Imagine agora, que o mundo está acabando justamente por causa da humanidade. Os erros de uma ou duas pessoas, até que dá pra perdoar, mas como confiar em gente que só se preocupa em satisfazer as próprias vontades e "que se dane o mundo"?

Coisas de um cursinho

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

A cada dia, eu percebo como sou uma adolescente incomum. A última coisa que eu insisti para que os meus pais me dessem era uma matrícula num cursinho. Se eu fosse uma adolescente comum, eu pediria um iPod, um notebook, ou permissão pra ir num show qualquer no sábado. Mas não. A Isadora é tão diferente que ela teve que implorar para que os pais investissem na educação dela....

Pois bem, depois de muita insistência, consegui o tal cursinho pra mim. Ansiosa, eu esperava conhecer gente nova, e que tudo iria ser legal, e tal e coisa. Não que não tenha sido, mas faltou um tiquinho só pra ser perfeito.

Eu não esperava que no primeiro dia de aula, eu fosse encontrar um ex-colega todo esquisitão (os outros colegas o acusavam de ser obsceno, fazer coisas horríveis para um pré-adolescente), e depois ele viesse me cumprimentar. Eu achava que ele nem se lembraria de mim, mas ele não mudou praticamente nada (só ficou mais alto e mais robusto do que já era), e eu... Bem, pra não dizer que não mudei nada, eu cresci uns 3 centímetros, e não sou mais tão rechonchuda como antes. Mas não estou irreconhecível.

Antigamente, eu tinha horror a cursinhos. Mas depois, eu cheguei a humilde conclusão de que eu sou preguiçosa demais para estudar sozinha, 2 horas por dia, para poder entrar na UnB. Uma coisa que eu poderia fazer sozinha, mas eu preciso de R$ 80 mensais, até o fim do ano, sendo pago a terceiros para fazer algo que eu sou "totalmente capaz" de fazer...

Essa Isadora é uma filha terrível.... ¬¬

Quem manda mais?

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Meu irmão deve sofrer um monte por minha causa. Pra ele, eu devo ser a bruxa má, a tirana da casa, coisas assim. Não que isso só aconteça por aqui, mas pelo menos nesse caso, é bom que eu explique o por quê.

Há alguns anos maus pais se divorciaram. Então, a vida da família de 3 pessoas prosseguiu próspera e feliz. Quando minha mãe não estava em casa, a ordem expressa era: "É a Isadora que manda. Obedeça ela." Mesmo que tivesse alguma diarista, babá ou o que o valha em casa, era eu que mandava (Minha mãe nunca confiou muito em empregadas domésticas. Elas sempre são a primeiras suspeitas pelo sumiço de algo aqui em casa).

Hoje, pro alívio da minha mãe, não precisamos mais de empregadas domésticas (custam muito caro), mas temos que cuidar da casa. E, eu continuo mandando no lugar durante a ausência dela. Pena que o poder seja tão legal. Hoje me pego tentando ensiná-la a criar o filho (acho que isso acontece por eu ainda não ter um filho - Graças a Deus! Quando eu tiver um, vou criá-lo assim como a minha mãe nos criou, ainda que não seja a educação perfeita).

A situação que mais me chama a atenção, e quando o menino vem protestar contra a gente, e diz "Será que eu já posso mandar também agora?" E a resposta é óbvia. Nem eu poderia estar mandando nele, também...

PS: Estou me sentindo vigiada, quase censurada, como na Ditadura Militar. Alguns colegas de escola visitaram meu blog, e agora acham que eu preciso de ajuda pra resolver meus problemas. Mas se esses problemas não existissem, eu não teria um blog, eu não teria conhecido pessoas legais na internet, eu nunca iria saber se eu escrevo bem de verdade ou é apenas ilusão. Eu não preciso de ajuda, e quando precisar, serei suficientemente humilde para pedi-la (a quem eu achar que devo, claro). ^^

Em busca de novos tipos de amigos

domingo, 26 de julho de 2009

Ai, ai... Estava aqui pensando em como eu sou estranha. Essa semana faleceu um parente meu (Que Deus o tenha), que era bastante próximo a mim. Estava hospitalizado e com o passar dos dias, eu já ia perdendo as esperanças de uma recuperação. Não falei com ninguém, afinal, não queria parecer pessimista.

Depois do dia do enterro, eu me vi mais introvertida que o normal, só que eu queria falar com alguém. Mas quem? Não sei ao certo quantos amigos disponíveis eu tenho pra falar sobre essas coisas. E a maioria destes nunca iria entender que uma espírita, como eu, consegue aceitar a morte com tanta facilidade. Apesar disso, e da sensação de solidão mesmo com toda a família unida, eu estava bem.

Como eu não fiz grandes coisas nessas férias (quer dizer, terminei de ler dois livros bem grandinhos. Já é alguma coisa), fiquei pensando o quão solitária eu sou. Algumas pessoas já observaram isso em mim. Até um guia de numerologia, que veio em uma revista "Capricho" desse ano me aconselha a não esquecer dos amigos. Claro que eu sou suficientemente tonta a ponto de escrever todo esse desabafo, e não ter ousado procurar ninguém pra falar da minha vida. E eu não fiz isso para não ter que confrontar grandes acontecimentos das vidas deles e da minha. Uma conversa de MSN, tipo:

Eu: E as novidades?
Amigo(a) qualquer: Ah, eu viajei...
-visitei minha família...
-beijei muito... huahuahauhua
-e vc?
Eu: Ah, meu avô morreu semana passada...
-E eu terminei de ler dois livros! \o/
Amigo (a) qualquer: Ué, seu avô morreu e vc tá feliz?
Eu: Não que eu esteja feliz por isso (tô feliz por causa dos livros que eu terminei de ler, besta...), mas tipo, foi melhor pra ele, sabe?
Amigo (a) qualquer: Creeedoo....
-Isadora, vc eh mtu estranha...

Eu não preciso mais de amigos assim. Eu não preciso mais ficar perto de gente assim. Acho que eu não preciso tanto de amigos. E (por enquanto) estou muito bem assim, obrigada.

PS: Acho que não falei coisa com coisa nesse post. Vai ver minha ânsia de terminar de ler "O Livro do Desassossego", de Fernando Pessoa tenha me inspirado assim. Aliás, esse livro é ótimo. Eu recomendo.

Dia de protesto

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Desde ontem, eu via os micro-ônibus com coisas escritas nas janelas. Frases de efeito para protestar a morte de um colega motorista, na tarde de terça-feira. Assaltos aos meios de transporte público não são tão incomuns, com os micro-ônibus e ônibus são um tanto frequentes. Incomum é ficar matando motorista, enquanto ele trabalha.

Os noticiários locais vieram até a rodoviária da cidade, pra dar os últimos informes. Naquela hora, eu estava mais preocupada com os pedacinhos de batata e abóbora que eu estava a cozer para o almoço. Depois, vendo os dizeres revoltados escritos nas janelas dos veículos, comecei a pensar.Uma janela tinha a mensagem: "Vai ser só mais um nas estatísticas! Queremos justiça!". Depois refleti sobre o que a polícia teria dito sobre o ocorrido, já que o assassinato ocorrera a poucos quilômetros do quartel da PM. "O que se pode fazer? O cara já morrei mesmo, ressuscitar ele é que não dá..." Eu sinceramente, pensaria assim. Acho que é herança do meu pai, que pela sua profissão, acabou se tornando praticamente insensível ao sentimento alheio.

Minha torcida, claro, é pra que casos assim não se repitam, e que a polícia trabalhe pra isso. Afinal, ninguém quer que o motorista do ônibus em que você está seja assassinado antes de te deixar no seu destino.

Pensamentos sombrios

sábado, 11 de julho de 2009

Às vezes eu tenho medo do que eu penso. Não necessariamente das coisas "boas", claro, mas das coisas muito, muito, muito ruins que passam pela minha mente. Não sei se isso já aconteceu com você, mas de vez em quando, eu penso que alguém que eu conheço vai morrer, e no dia seguinte a pessoa morreu mesmo! (Eu sei que contando assim não dá pra acreditar muito - eu sou meio cética, não acreditaria mesmo)

Quando eu falo das coisas que penso que estão por vir, sejam projetos meus ou até mesmo "premonições" como essas, elas costumam não acontecer. Espero que isso aconteça agora.

Semana passada, eu sonhei que uma amiga minha tinha pegado a gripe suína. E esse pensamento ficou comigo por alguns dias. Anteontem, eu visitei o orkut dela, pra lhe deixar um recado ou depoimento bonitinho. Mas ela deixou a mensagem de que estava nos Estados Unidos, e só volta semana que vem. Não que eu ache que tenha acertado a previsão, mas o país tem o maior nº de infectados por essa gripe no mundo, e tal. Fiquei preocupada.

Forçar um sorriso? Nunca mais!

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Hoje fui visitar meu antigo colégio. Na verdade, minha mãe foi pegar uns documentos que estavam pendentes, eu só a acompanhei. Lá, encontrei gente que eu queria ver, e que eu não queria ver também.

Na entrada, tinham umas ex-colegas minhas, que eu queria ignorar. No primeiro momentos elas não me viram. Sorte.

Depois, no jardim da escola, encontrei duas grandes amigas minhas, que eu não via há um certo tempo. Elas me disseram que eu estava linda, com os cabelos lindos, e perceberam que eu emagreci. É que há pouco mais de 1 ano, eu estava com 20 quilos a mais que o meu peso ideal (minha mãe sempre põe a culpa desse fato nos antibióticos, antialérgicos, e 1 mês tomando sorvete todo dia...) . Como elas já não me veem todo dia, percebem a sensível diferença.

Elas são o tipo de amigas que, sei lá, por mais que eu goste delas, é melhor que eu só as veja de vez em quando. E eu percebo isso, quando os momentos alegres passam a ser forçados pra mim. Quando todos estão rindo de qualquer coisa tola que meu "humor refinado" não consegue decifrar, finjo rir também, estar alegre também, e estar entendendo toda a piada também (Isso deixa a minha nuca doendo, não sei por quê). Para mim, isso é quase como fingir um orgasmo...

Hoje, com meus "amigos novos", sinto que o ambiente é mais agradável e mais engraçado. E que a minha nuca não dói mais quando eu risada. Acho que me encaixei melhor nesse grupo. O que não quer dizer que eu não queira mais contato com meu "antigo bando". Claro que eu ainda quero vê-los. Mas só de vez em quando. E enquanto eu não precisar forçar uma risada.

A estrela que não gosta de mim

domingo, 14 de junho de 2009

Crises de rinite são tão chatinhas... Estou madrugando hoje, mal consigo respirar. Não sei ao certo o que eu fiz (sair de casa sem uma blusa de frio ou tomar um refrigerante gelado), para me sentir indisposta zonza a cada espirro, e sem conseguir respirar direito.

Geralmente, quando estou assim, meus pensamentos ficam mais lentos. Acredito que seja pelo fato do oxigênio não chegar tão rapidamente ao meu cérebro. Preciso ficar sempre com a cabeça inclinada pra cima, para respirar pela boca, inspirando mais ar, e de uma forma mais confortável. Me sinto em estado vegetativo desse jeito.

Quando isso acontece, minha mãe costuma dizer que o adoentado tem facilidade pra se irritar com coisas bobas. Ela só fala isso quando meu irmão está com alguma crise semelhante a que estou tendo agora, pra que eu não fique brigando por motivos bobinhos com ele. Como eu sou uma irmã horrível, e sei o quanto é chato discutir com alguém nesse estado de saúde, a tal tese da minha mãe é "automaticamente" comprovada.

Algo que me deixa indignada é que todo lugar em que eu morei, até hoje, não seja atingido pela luz solar quando eu estou em casa. As tardes são frias, até mesmo nos períodos mais quentes do ano por aqui. 34 graus em Brasília, meados de Agosto, já não chove há mais de 100 dias. Lá fora, quase um forno. Dentro de casa, a sombra e o ambiente fechado deixam os pés e mãos gelados. Parece mais uma geladeirinha gigante e quadrada.

Geralmente, pela manhã, a luz do sol aquece os quartos, a sala, as cortinas dos quartos e da sala, e faz do vidro da mesa de jantar um prisma, fracionando-se e formando um pequenino arco-íris no chão da nossa sala. Seria tudo mais lindo se eu passasse as manhãs em casa, e não na escola arejada e fria, e que também só recebe a luz solar no seu interior nas horas do dia em que eu não estou estudando lá...

A impressão é de que o sol está sempre fugindo de mim. Mas tudo bem, eu tenho uma caixinha cheia de remédios anti alérgicos, que reduzem a resistência do meu corpo à doenças. Esses não me escapam com certeza.

 
by TNB